Tuesday, 14 August 2012


1. Em 2005 já tinham conhecimento do vazamento da casa? Quem andou a investigar? 
Tivemos conhecimento que a casa estava devoluta porque lá passámos
à porta. Para confirmar, bastou ir à lista, que é pública, de património devoluto
da CML.


2. Qual foi a ligação do grupo entre 24 de Novembro de 2010 e 25 de Abril de 2012? São dois anos que estiveram em plena comunicação para o movimento ser fortalecido? 
É ano e meio em que quem fez uma coisa andou a fazer outras, públicas
e anunciadas. Basta seguir blogs e páginas web, para responder a esta questão.


3. Em que se basearam para escolher a Casa de São Lázaro? Está esta escolha associada ao objectivo da 1ª Ocupação? Ou será também uma estratégia para a ocupação total das casas em devoluto daquela rua?
A estratégia é ocupar e viver a cidade toda, não apenas aquela rua, dado que
a cidade foi construída para isso mesmo, ser habitada e vivida.


4. Porquê o "Habitar é um privilégio, Ocupar é um direito"? A vossa verdadeira intenção não é a actividade cultural na casa?
A intenção é levar o debate para o espaço público, alargando o domínio
do possível. Que as casas tenham vida, seja cultural seja social, é o importante.
As verdadeiras intenções estão em permanente mudança, conforme as
necessidades que nos chegam.


5. Esta "arte" que afirmam ser para "todos" é de certa forma não cumprida quando o objectivo é levar a cultura a quem não a tem, a que nicho é que este "todos" se resumiu?
Se esta arte chega a quem normalmente não consegue "consumir" arte, então
é para todxs, dado que as restantes pessoas já acedem à arte. Ou não é
assim?


6. Como é que podem afirmar não estarem associados a qualquer tipo de actividade política e financeira se toda a vossa iniciativa gira à volta de uma revolta de manifestos contra o capitalismo e a CML?
Quem disse que não fazemos actividade política? A própria existência de S.
Lázaro como ocupação é política, e a própria existência do edifício devoluto é
politica. Em relação a actividade financeira, desde quando um manifesto contra
o capitalismo pressupõe actividade financeira? Ou será que um manifesto
anti violência doméstica pressupõe que andemos a bater nxs nossxs
companheirxs?


7. Porque é que este grupo associado a um movimento supostamente não capitalista e não activista continua a insistir em levar a cabo uma ideologia de revolta e manifestos?
Onde está escrito que somos não activistas e não capitalistas? Ou o
contrario?


8. Se a vossa ideologia vai ao encontro do anti-capitalismo e anti-autoridade, porquê viver dentro do sistema? 
Conhecem algum outro sítio onde viver? Ou querem mandar-nos para
a serra da Lousã, como certa Juíza do Porto? O sistema está em todo
o lado, desdeo centro das cidades capitais até às serranias mais
recônditas. Apenas num sítio nota-se mais que noutros.


9. Se havia espectáculos variados, lojas grátis, discussões livres, porque não terem uma independência financeira total e absoluta que leva a uma auto-suficiência? Não seria esta acção um manifesto mais eficaz e puro?
Porque o absoluto está no céu e na hóstia do padre, nós somos pessoas
como outras quaisquer, com as nossas dificuldades e incoerências. E porque
acreditamos que viver é relacionarmo-nos, não gostamos de independências
absolutas.


10. Se parte de vocês se reviram no discurso da CML referente ao artigo 65º em que "habitar é um direito", porquê abandonar as vossas próprias casas para habitar uma que poderia ser ocupada por quem nenhuma tem?
Porque quem nenhuma tem ainda não tinha ocupado aquela casa. Se o tivesse
feito, procuraríamos outra. Aquela ocupação em nada priva quem quer que
seja do direito à habitação, antes pelo contrario, ajuda a concretizar esse
direito, lançando o debate em geral e recuperando aquela casa em particular.
O que priva é o estado de abandono em que estava e ao qual agora regressou,
com o despejo camarário.


11. Criticam a violação de leis cometidas pelo Estado, mas o manifesto revela-se todo ele ilegal. Será que ficam assim no mesmo estado que a CML?
Não ficamos, porque nao temos 5000 casas devolutas. E porque a CML aceita
implícita ou explicitamente uma ordem de coisas que a nós nunca foram
perguntadas nem connosco decididas, nomeadamente em termos legais. Estamos disponíveis para
em assembleia e horizontalidade definir o que queremos para a nossa
cidade. E isso é totalmente diferente da organização hierárquica e burocrática
da CML.


12. "Temos uma ideia na cabeça, despejem-na se conseguirem!", não será um convite à força policial?  
A força policial não precisa de ser convidada, aparece sempre sem o ser, o que
é manifestamente falta de educação.


13. Qual foi a vossa relação com a jornalista Sandra Coelho do Jornal Sul? Viveu com vocês?
Foi uma relação apaixonada, foi uma curte, foi uma conversa, nunca
a vimos, encontrei-a e achei-a parva. E a vossa relação com a vossa prima?
Tem alguma relevância ou parte destas respostas vão aparecer na Maria?


14.Sendo a desistência de S.Lázaro um sentimento evidente nos comunicados, qual será a próxima iniciativa para fazer face à expressão "Queremos afirmar que estamos aqui para durar até que da árvore do poder todos caiam de podre"?
Porque continuamos aqui, nos blogs e paginas referidas anteriormente, e
nas ruas e onde quer que achemos que queremos estar e nos apeteça estar,
pois temos esse direito conquistado.

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