Thursday, 31 May 2012

AVISO À POPULAÇÃO >> CONCENTRAÇÃO ÀS 19H NO MARTIM MONIZ / RUA DA PALMA


Esta manhã o edifício SÃO LÁZARO 94 foi acordado pela violência policial e arbitrariedade da CML. Sem qualquer aviso, a Polícia Municipal apoiada pela PSP arrombou a porta, expulsou os ocupantes, roubou o material e espancou várias pessoas já na rua.

Uma das primeiras pessoas a ser detida foi o advogado de SL94, que se identificou como tal antes de qualquer diálogo com a polícia. Acrescente-se que outra rapariga foi espancada já no chão e lhe foi recusada o porte da bomba asmática pessoal em plena crise respiratória. Foram detidas quatro pessoas e o advogado será levado a tribunal esta tarde por “excesso de palavras”. Está muita coisa por esclarecer e detalhar, mas a visão geral de momento é de um rol de ilegalidades que começam na Vereadora Helena Roseta e terminam nas forças policiais.

Perante tudo isto, ao convite da Vereadora para uma conversa esta tarde no seu gabinete respondemos com um largo sorriso – Não dialogamos quando a nossa porta é arrombada, somos roubados, espancados e detidos. Não entramos em jogos políticos hipócritas e falsos.

Lisboa: Martim Moniz | 19h
Porto: Largo da Fontinha | 18h


Despejo


INVASÃO DO GABINETE DA VEREAÇÃO DA HABITAÇÃO DA CML

Em resposta ao despejo da casa de São Lázaro, o gabinete da Vereadora Helena Roseta na Rua do Ouro foi invadido. Gritou-se bem alto por todo o edifício: UM DESPEJO OUTRA OCUPAÇÃO. Alguns funcionários da CML, a meia porta aberta, sorriram e bateram palmas. As funcionárias do gabinete da Roseta tentaram impedir a nossa entrada enquanto a vereadora se trancava na sala de reuniões. 

TOD*S A SÃO LÁZARO: POLÍCIA A DESPEJAR!

A actuação policial começou hoje pelas 10h. Espalhem a notícia e vão lá ter. 

Polícia municipal e psp estão neste momento a despejar são lázaro, sem qualquer tipo de documento que confirme uma ordem de despejo. Estão a retirar tudo o que está lá dentro!

De lembrar o estado do processo no tribunal, AQUI.

Esta notícia vai sendo actualizada.

Wednesday, 30 May 2012

Workshop de Performance


Será realizado um workshop de performance no mês de junho que culminará com uma mostra pública do trabalho desenvolvido.
Este workshop visa desenvolver nos formandos a capacidade de criar autonomamente objectos performativos que relacionem o corpo do artista com o do espectador.
Partir-se-á da biografia de cada um para em conjunto e/ou individualmente desenvolver peças context specific dialogando com a casa ocupada e analisando as suas implicações político-sociais, simbólicas e estéticas.

Horário: 2ªs e 5ªs das 21h às 23h
Data de início: 4 de Junho
Local: Casa ocupada na rua de S. Lázaro, nº94, Lisboa
Preço: Gratuito, contribuição livre para materiais.
Formadores: Henreles e Hugópic do Colectivo Negativo (www.fb.com/colectivonegativo)
Mais informações e Inscrições: enviar email para colectivonegativo@gmail.com   

ISTO NÃO É UMA OKUPA: é uma discussão sobre planeamento urbano

Se o Estado continuar a olhar estes movimentos como insignificantes actos de rebeldia, desobediência ou provocação, vão atrasar-se na discussão. E quando chegarem à falência, cheios de propriedade que não podem gerir, os cidadãos  já terão encontrado, afirmado e conquistado as suas próprias soluções.

 
artigo de Sandra Coelho no Sul, jornal cultural e de debates

O que têm de diferente a Es.Co.La da Fontinha, no Porto, ou a casa de S. Lázaro, em Lisboa, dos restantes movimentos de ocupação? Porque é que, de uma casa para a outra, estes movimentos ganham poder no espaço público mediatizado, levando a discussão para além da questão da propriedade privada? As explicações podem tecer-se com diversos motivos, mas há um que parece não levantar dúvidas: perante um estado social falido que não consegue garantir nem os direitos cidadãos nem a preservação do seu próprio património, há que pôr mãos à obra e criar alternativas, negando o papel de «vítima da crise» e provocando autonomamente novas possibilidades de desenvolvimento pessoal, social, cultural e económico.  

É fácil aceitar o argumento de que a propriedade privada deve ser respeitada. Também é fácil aceitar que «propriedade privada» não pode querer dizer o mesmo quando a propriedade privada é pública, como no caso de um edifício municipal. Os impostos representam uma receita pública demasiado alta para não nos interessar o destino das nossas linhas ferroviárias, das nossas barragens, das nossas escolas e do nosso património. Deve interessar-nos, portanto, discutir o destino das centenas de alojamentos municipais devolutos que apodrecem no centro das cidades e, pelos vistos, isso interessa também a quem ocupou e resiste na Fontinha e em S. Lázaro.

Opening up a free space in Lisbon: one month of resistance, creativity and freedom

It started out as a symbolic occupation, but turned into the collective desire of building up a new island of autonomy and resistance. In “São Lázaro”, the only public squat in the capital of Portugal, art meets politics, creativity flourishes. The door is open: emptiness is gone, life is rushing in



The date: April 25th, 2012. The anniversary of the 1974 carnation revolution and the end of fascism in Portugal. The day in which the country came once again down to the streets to celebrate freedom. And the birth of a new social and cultural self-organized space in Lisbon.

What started as a symbolic occupation, in solidarity with the squatted school and social centre Es.Col.A, evicted days before in Oporto, turned quickly into the collective desire of building up a new island of autonomy and resistance.

“We have an idea in our minds. Evict it if you can!” The five floor building, owned by the city of Lisbon, was left rottening for a decade. “The stairs and corridors accumulated dust and distress. These days, they're filled with excited steps, breathing possibilities. More and more people take in their hands the collective and horizontal management of the space.”

It's spring time and “São Lázaro” flourishes. Art meets politics, creativity melts with resistance. An artistic residence takes one of the empty dusty floors and turns it into multiple installations. A revolutionary choir waves their voices from the balcony onto the city streets. Poems shake up the air crossing candle lights and the sound of a portuguese guitar. Walls become canvas for everyone's expression, be it graffiti, old-shcool murals or watercolour paintings. Films are screened and presented by their directors. Spontaneous jam sessions gather instruments from all corners of the world. Rhythms of Resistance recycle materials found in the building to create contagious samba. Lazarus, once dead, is now raising its fist and dancing like crazy.

Tuesday, 29 May 2012

30 FAMÍLIAS OCUPAM PRÉDIO NOVO EM SEVILHA


E de Sevilha chegam-nos imagens da ocupação de um prédio vazio e novo em folha, levada a cabo por 30 famílias. Diz a notícia: "Por toda a Espanha há centenas de milhares de edifícios vazios que surgiram durante o 'boom' da construção mas que, em plena crise, não encontram compradores. (...) O prédio estava vazio desde que foi concluído, há três anos." E ainda: "Os ocupantes defendem que a acção deve ser repetida noutras partes do país, onde há centenas de milhares de edifícios abandonados e muitas famílias têm dificuldade em pagar as prestações de casa devido à crise."

 

As restantes imagens podem ser vistas no dn, aqui.

Mais notícias na imprensa espanhola, aqui e aqui. 

O blogue da coordenadora de ocupações (ou realojamentos como eles dizem...).

São Lázaro no ephemera

O ephemera recolheu e publicou algumas imagens de São Lázaro, que podem ser vistas aqui e aqui!

Este blogue serve de biblioteca e arquivo de José Pacheco Pereira e intenta fazer uma recolha de tudo o que forem registos de lutas políticas.

Friday, 25 May 2012

Em construção

No próximo domingo há mais uma leva de construções e aprumos na casa.
Quem puder vir e participar é bem-vind*.

Wednesday, 23 May 2012

Sunday, 20 May 2012

quartel de bombeiros OCUPADO no Porto!

Está aberta a ocupação!
Hoje a partir das 12.00 há almoço seguido de matiné dançante, churrasco, limpezas e construções permanentes.
Rua Fernandes Tomás 270, Porto
aparece, divulga e que a moda pegue!

informação no Indymedia

hoje (domingo) limpezas + reparaçoes + assembleia


durante o dia/tarde:  limpezas e arrumações e reparações e construções e pinturas
às 19h: assembleia

Friday, 18 May 2012

Pop Up Burgers - International Restaurant Day Lisboa


Amanhã (sábado) a casa de São Lázaro transforma-se num restaurante aberto a todos!

O Restaurant day é um evento para celebrar o prazer de comer, um evento de guerrilla restaurant, onde se convida qualquer pessoa a abrir um restaurante sem fins lucrativos e a tirar a comida dos espaços comerciais.

Por São Lázaro, a partir das 15h e até à meia noite, vai haver hamburgers vegetarianos, bolos deliciosos e vinho barato, acompanhados de música ao vivo e exposição de arte.

Espreita o evento no facebook o sítio do international restaurant day.

assembleia hoje


às 18h.

Thursday, 17 May 2012

UM PRÉDIO QUE CANTA: O Coro da Achada em SL94

 

video

 A semana sangrenta (no Vimeo)

versão portuguesa de La semaine sanglante, de Jean-Baptiste Clément e Pierre Dupont (1871). Canção sobre o fim da Comuna de Paris e a violenta repressão que acabou com os seus sonhos. Sim, mas...

P’ra além do bufo e do militar
Já só se vêem nos caminhos
Velhos e tristes a chorar
Pobres viúvas e meninos
Até Paris cheira a miséria
Mesmo os sortudos assustados
A moda também vai à guerra
Há passeios ensanguentados

Sim, mas... a terra treme
Os dias maus vão acabar
O contra-ataque não se teme
Se toda a gente se juntar

hoje (quinta feira) concerto: lotus panasiem

hoje às 22h, au revoir lotus panasiem


Wednesday, 16 May 2012

NA SEQUÊNCIA DA PROVIDÊNCIA CAUTELAR INTENTADA, E POR DECISÃO DO TRIBUNAL ADMINISTRATIVO DE CIRCULO DE LISBOA, O DESPEJO DO N.º 94 DA RUA DE SÃO LÁZARO ORDENADO PELA VEREADORA DA HABITAÇÃO E DESENVOLVIMENTO SOCIAL FOI SUSPENSO



Mais informação:

Declarações à RTP de David Duarte, professor de Direito Administrativo na Faculdade de Direito de Lisboa.

Despacho do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa

Citação judicial à Câmara Municipal de Lisboa.


Final de actividade da Residência Artística - Piso_____Instável‏



Quando o Sr. Keuner pedia hospitalidade, deixava o seu quarto como o tinha encontrado, não considerando que se deve deixar a própria marca no ambiente. Esforçava-se em vez de mudar a sua natureza, de modo a caber a casa; naturalmente sem que os seus projectos tivessem que sofrer.Quando era ele a oferecer hospitalidade,mudava de sitio pelo menos a uma cadeira ou a uma mesa para que o convidado se sentisse mais confortável. Historias do Senhor Keuner, Bertold Brecht

Terminada a residência, desmontada a parafernália de materiais, desligando os interruptores, fechando as portas do piso instável, não nos conseguimos sentir mais o que éramos. Permitimos a este espaço invadir-nos por completo durante esta temporada, e ao mesmo tempo, com toda a delicadeza impregnámos o mesmo com a nossa energia. Limpámos, pintámos, registámos, pregámos, reposicionámos, reconstruimos, reabilitámos, e fizemos um mais sem número de "(...)mos", levando a que este sítio fosse ao mesmo tempo nosso, de quem passava e de quem irá passar.

Ao desligar a última luz instalativa, sabemos que já não é mais o espaço que encontrámos; pútrido, bafiento, desabitado, poeirento, sujo. Deixamos para trás uma carga energética que necessita de ser multiplicada e que está simplesmente à espera que outros a reutilizem e que criem aí o que consideram válido, premente e sensível. Por nós, acreditamos que fizemos o que nos tínhamos proposto. Que São Lázaro 94, se torne um pouco mais da cidade, das pessoas, de todos nós.

Queremos agradecer a todos que trespassaram o seu "existir" por nós, que pegaram em ferramentas quando foi preciso, que sorriram quando necessário e que fazem parte integrante desta residência!

São Lázaro 94, sempre!

Colectivo Piso_______Instável

VIDEOS:
https://vimeo.com/42151436
https://vimeo.com/42209801

FOTOS:
http://wtrns.fr/2CIjzaFX1m64wIy

Divina providência

Bradar a boa nova a toda a gente - bons ventos aqui e aqui
(cliquem nos links!)

Viver cada dia como se fosse o último

O último dia em São Lázaro. Último antes de todos os outros entenda-se.

18h Assembleia
19h Yoga
20h Jantar
Música ao vivo, pinturas... Apareçam todos com música e mais tudo o que quiserem trazer!

no facebook

Monday, 14 May 2012

6.º COMUNICADO DA ASSEMBLEIA DE SÃO LÁZARO

No dia de hoje deu entrada no Tribunal Administrativo de Circulo de Lisboa uma providência cautelar a requerer a suspensão da eficácia do despacho 7/GVHR/2012 proferido pela Vereadora da Habitação e Desenvolvimento Social da CML Helena Roseta a 16 de Abril de 2012, bem como da notificação do despejo ordenado pela mesma Vereadora aos ocupantes do n.º 94 da Rua de São Lázaro em 2 de Maio passado, que o vem aplicar.
 
Põe-se em causa a legalidade do referido despacho, que altera o prazo de desocupação voluntária previsto no n.º 2 do artigo 4.º do Regulamento das Desocupações de Habitações Municipais (RDHM), reduzindo-o de 90 para 10 dias úteis nas situações de ocupações não autorizadas de habitações municipais, e, consequentemente, da ordem de despejo acima mencionada. Aprovado pela Vereadora Helena Roseta ao abrigo de uma delegação de competência do Presidente da CML António Costa, o despacho 7/GVHR/2012 mostra-se inválido do ponto de vista jurídico pela violação de regras de competência, em concreto o facto de ser a assembleia municipal e não o presidente de câmara (ou um vereador por delegação de competências) o órgão competente para decidir alterações a um regulamento municipal.    

Nada que nos surpreenda. Já estamos habituados a que o estado e as suas instituições violem as leis que eles mesmos produzem. Foi isso que aconteceu em 25 de Novembro de 2010, quando a Polícia Municipal, acompanhada por elementos da PSP, arrombou a porta do prédio de São Lázaro para desalojar e deter os que então ocupavam o edifício em violação da norma que estabelecia um prazo de 90 dias úteis para o desalojo após notificação. Foi isso que aconteceu no despejo do projecto Es.Col.A, no Porto, em Maio de 2011. Foi também isso que agora aconteceu com o despacho 7/GVHR/2012, aprovado por quem não tinha competência para tal. 

Porém, não podemos deixar de recordar a insistência da Vereadora Helena Roseta na sua determinação no cumprimento da lei no que à ocupação de São Lázaro diz respeito. “Não há qualquer hipótese de os ocupantes ficarem no imóvel. Os regulamentos não o permitem.” E permite a lei que o Presidente da CML e a Vereadora Helena Roseta determinem a alteração do Regulamento das Desocupações de Habitações Municipais, uma competência exclusiva da Assembleia Municipal? 

Julgamos que as questões da cidade, dos prédios abandonados à mercantilização das praças e jardins públicos, não são de natureza legal ou judicial. São políticas e sociais. No entanto, não recusamos nenhum meio de nos defendermos do autoritarismo da posição da CML, da arrogância e incompetência de quem contribui há largos anos para a construção de uma cidade sem vida. Não está em causa apenas o n.º 94 de São Lázaro. Estão em causa os mais de quatro mil prédios abandonados na cidade de Lisboa, a privatização de espaços públicos de convívio e lazer, toda uma política urbana com consequências criminosas para quem aqui vive, como a manutenção de rendas impossíveis, a impossibilidade de independência dos mais jovens, a retenção e especulação que alimentam e inflacionam o mercado imobiliário dos grandes grupos económicos.

É, afinal, contra tudo isso que Lázaro se levanta.

Assembleia do prédio ocupado na Rua de São Lázaro
14 de Maio de 2012

(o documento pode ser consultado aqui)

INSPECÇÃO E PERITAGEM AO EDIFÍCIO >> Conclusões: Não vai cair, ainda agora se levantou.


Teve lugar no passado dia 11 de Maio uma inspecção técnica ao edifício, realizado por um profissional com larga experiência em edifícios velhos e abandonados. O relatório conclui que as deficiências encontradas se devem “ao abandono durante anos”, que nenhuma delas afecta ou ameaça “a segurança estrutural do edifício” e ainda que a ocupação actual “favorece a sua melhoria”.

Fica assim desmontada, com factos e argumentos técnicos, a informação falsa divulgada através dos média, na voz da vereadora Helena Roseta, de que o edifício “corre risco de derrocada”, e de que por isso precisaria de um “projeto de recuperação orçado num milhão de euros, que não pode ser financiado neste momento”.

As áreas do edifício relatadas como sensíveis tinham já sido isoladas pelos ocupantes. O relatório torna claro que temos total capacidade para realizar as obras de rectificação que garantem a segurança e habitabilidade do edifício. Na verdade, essa reabilitação já está em curso desde a ocupação a 25 de abril, pelas nossas próprias mãos e sem um cêntimo que seja do orçamento camarário.

O relatório da inspecção pode ser consultado aqui.
A conclusão do relatório é a seguinte:

AVALIAÇÃO FINAL
A situação actual do edifício deve-se ao seu abandono durante anos. Uma acumulação progressiva de resíduos e lixo na rede de escoamento pluvial originou a acumulação de água em zonas pontuais, que está no origem das humidades e falhas locais na estrutura do edifício. Estas falhas não têm implicações na restante estrutura do edifício, permanecendo este estável e seguro nas zonas onde não se identificou humidade (como se demonstra no relatório).

Os edifícios são projectados para que neles se viva , as pessoas são tão importantes como os elementos estruturais, para que estes últimos se mantenham saudáveis. As pessoas são também um elemento construtivo. Um edifício vazio e abandonado gera deficiências significativas, como as que encontrámos neste, que não só prejudicam a sua estrutura, como poderá prejudicar a dos edifícios contíguos.

É necessário habitar este edifício para que se possa resolver o problema da humidade, para que a casa recupere a sua vida. A situação actual favorece a sua melhora, deixou de ser um ninho de humidade, sujidade e dejectos de pombo, que em pouco tempo afectaria a vizinhança, para ser uma oportunidade de regeneração construtiva e social.

A avaliação aqui descrita, assim como as obras de rectificação são as medidas mínimas necessárias para assegurar a segurança do edifício e permitir a sua habitabilidade, sendo posteriormente necessário uma reabilitação para melhorar as condições interiores, não sendo esta melhoria necessária estruturalmente.

crónica no jornal i

crónica de Ricardo Noronha sobre a casa de S. Lázaro, no jornal i

(...)
Um novo e alargado grupo de pessoas voltou ao lugar do crime no dia 25 de Abril para, num gesto de ressonâncias bíblicas, ressuscitar Lázaro. Encheram o edifício de vida e organizaram concertos, debates, exposições, oficinas e outras excentricidades, sem cobrar nada e com a porta aberta a quem aparecesse. Nada que sensibilize a atarefada vereadora da habitação, que, através da Polícia Municipal, intimou os ocupantes a deixar o edifício “limpo e devoluto” num prazo de dez dias.

Helena Roseta, que tem um arsenal de ideias de esquerda para a cidade, está aberta ao diálogo, nomeadamente para dizer o que é que não se pode fazer, escondendo-se atrás dos regulamentos e dos programas camarários, cujos méritos são visíveis quando se consulta a lista dos edifícios limpos e devolutos da C.M.L.

A autarquia ignorou durante anos a existência daquele prédio. Nada se perderá se continuar a fazê-lo. Os lisboetas saberão dar-lhe uso.

ecobatucada!


hoje (segunda feira) às 17h há novo workshop de percussão com materiais reciclados com os Ritmos de Resistência
seguido da assembleia da casa às 18h
vinde vinde

Saturday, 12 May 2012

domingo

11h automassagem e movimento inspirados pelo Chi Kung
18h assembleia

SEM COMENTÁRIOS >> AS DECLARAÇÕES DE H. ROSETA À LUSA EM RESPOSTA À II CARTA ABERTA DE SL94


"Não me agradam as desocupações, mas todos os dias as temos: de famílias carenciadas que querem casas. Seria um precedente enorme. Não posso tratar este grupo de forma diferente do que trato essas famílias pobres"

Thursday, 10 May 2012

e esta sexta por são lázaro




15h - luta das agulhas - atelier de costura
18h- giz gigante para colorir a cidade - atelier de giz (cartão dos rolos de papel de cozinha/higiénico é bem-vindo)
19h- yoga
20h- atelier de cabeleireiro (cabeças cobaias são bem-vindas!)

concertos!
19h Swing Rafeiro
Mario Trovador
e mais

e o último dia da apresentação da residência artística Piso Instável

Colectivos de artistas e de grupos ligados à cultura ocupam prédio de 31 ANDARES em Milão >> MACAO



Diferentes colectivos de artistas e grupos ligados à cultura ocuparam um prédio enorme e abandonado, de 31 andares, situado no centro financeiro de Milão. O Teatro Valle Occupato nasceu a 5 de maio e as suas acções não param.

«Abrimos o MACAO para deixar a cultura reconquistar em força um pedaço de Milão, em resposta a uma história que demasiadas vezes viu a cidade devastada por promotores imobiliários, licenças de construção sem escrúpulos, numa lógica neoliberal que sempre humilhou os habitantes e procurou apenas um objectivo: o lucro da minoria excluindo a maioria.

Desde a primavera passada muitos cidadãos e artistas deram vida a novas experiências de ocupação de espaços públicos e privados abandonados. Temos de usar este tempo de forma séria e radical, tomando directamente conta daquilo que é nosso. MACAO é isso, um espaço para toda a gente, um laboratório activo.»

II CARTA ABERTA A HELENA ROSETA, VEREADORA DA HABITAÇÃO DA CML.



Algumas horas após termos publicado a nossa primeira Carta Aberta chegou-nos a notificação de despejo pela mão da Polícia Municipal (PM) e PSP assinada pela Vereadora Helena Roseta. Nela é dito, de essencial, que temos dez dias úteis para abandonar o imóvel, caso contrário «a PM executará a desocupação de forma coerciva», a partir de dia 16 de Maio. A Vereadora escreve ainda, comunicando connosco através das suas forças policiais, que se disponibiliza para uma reunião no dia 10 de Maio, pelas 15h no seu gabinete.

Lamentamos que seja esta a forma mais cordial que encontrou para se dirigir a este projecto e lamentamos que pense ser possível juntar duas partes interessadas a uma mesa negocial, quando sobre a proposta e projecto de uma das partes se pendura uma espada afiada – o despejo em contra-relógio de 10 dias.

Voltamos a afirmar: Chegámos ao 94 da Rua de São Lázaro no dia 25 de Abril de 2012. Nos dias que passaram, estiveram pela casa centenas de pessoas, tivemos debates, concertos, projecções de cinema, yoga, jantares, cabarets... Houve trabalhos na casa, limparam-se as salas, rasparam-se e pintaram-se paredes, arranjou-se a canalização. Tudo isto num vaivém de gente que tanto se sentava a conversar como pegava na pá e na vassoura. O que se pode consultar demoradamente em saolazaro94.blogspot.pt.

Relembramos: Em 25 de Novembro de 2010, a Vereadora Helena Roseta despejou o mesmo 94 de São Lázaro com a justificação de ter projectos aprovados para o edifício. Não aconteceu nada mais que a lenta continuação da ruína do prédio, causadora de vários problemas para os outros ocupantes deste edifício, inquilinos da CML. Uma degradação testemunhada pelos nossos vizinhos que nos vêm congratular ao ver o prédio ganhar vida.

O levantamento do parque edificado devoluto da cidade de Lisboa, feito pelo seu pelouro, diz-nos que nesta rua há vários prédios, parcial ou totalmente devolutos, mais de uma dezena sob a tutela da CML. Onde a CML faz projectos a 10 anos, que tarde ou nunca concretiza, uma mão cheia de gente levanta um espaço coletivo, enche-o de centenas de outras mãos, num ferver que não cabe numa 'revitalização', 'reabilitação', 'reanimação', ou outros tantos 're', que se amontoam nas páginas dos inúmeros projectos que não saem do papel. Cara Vereadora, somos habitantes da cidade de Lisboa que assistem, pensam e criticam há vários anos o modelo de revalorização a que têm sido sujeitos os bairros da cidade.

Nem todos os edifícios devolutos são propriedade da CML, nem todos os que ocupam o fazem para criar um 'espaço cultural'. Já ninguém se surpreende com as casas vazias ou com as marcas no corpo de quem procura abrigo num qualquer prédio abandonado. Esta normalidade é apenas a fina pele de um balão prestes a explodir. Não se resolvem problemas de habitação emparedando e espancando. O direito a ser dono nunca será maior do que o direito a ter um tecto, seja para o que for. São palavras que lhe sabemos familiares, simplesmente saíram do papel e estão a tomar as ruas.

Posto isto e no que toca a São Lázaro 94, não temos mais a dizer-lhe nas condições que nos impõe. Não obstante, não querendo fechar a possibilidade de um amplo debate sobre a cidade de Lisboa, que este alegre elefante na sala veio proporcionar, convidámos três profissionais e especialistas que têm trabalhado em Lisboa - na área social e urbana - para aceitar o seu convite para dia 10 e que levarão consigo esta nova Carta Aberta.

A Assembleia da Casa de São Lázaro 94
10 de Maio de 2012

A notificação CAMARÁRIA !




PISO INSTÁVEL residência artística >>> MOSTRA TEMPORÁRIA 10 e 11 DE MAIO


P I S O_____ I N S T Á V E L 
residência artística temporária


Num filme dos irmãos Marx, Harpo está encostado a uma parede. - "O que estas a fazer aqui? " - "Estou a segurar a parede " - "Estas a gozar comigo? Fora daqui!"
Harpo dá um passo para trás e a parede cai.
                

Seguimos em residência no prédio depois de dois dias, habitando o espaço da ocupação. Estamos agora em trânsito e interagindo com os outros que colaboram a dar vida ao primeiro, e ao segundo andar da rua São Lázaro 94.

Cada um com a sua energia entrou na dinâmica de experiênciar o lugar, e apropriamo-nos do espaço enquanto o espaço se apropria de nós, através dos restos e dos rastros que achamos na poeira, assim como pelas conversas que correm pelos corredores da casa.

Convocamos a sua presença, seja ela de passagem ou para trocar conversas nos dias 10 e 11 a partir das 20h, onde apresentaremos uma mostra instável e temporária.

Wednesday, 9 May 2012

quinta feira negra



"É sempre fácil obedecer quando se sonha comandar" Jean-Paul Sartre

esta quinta feira (10 de maio) há exibição da curta "Praxis", vencedora do ultímo Doclisboa, seguida de conversa sobre o filme e a "tradição académica", com presença do realizador, Bruno Cabral. há a aguardada apresentação da residência artística "Piso Instável". há jantar. há yoga. venham daí!

19h yoga
20h jantar
21h30 - "Praxis" - filme e conversa

a partir das 20h
apresentação da residência artística "Piso Instável"
música ao vivo

evento no facebook

Tuesday, 8 May 2012

Ritmos da Resistência convidam a Jantar!


Esta 4ª feira, 9 de Maio, na casa ocupada de São Lázaro.

20:00 - Jantar
21:30 - Filme sobre Ritmos de Resistencia e conversa acerca da festividade táctica e seus usos.

Todo o jantar será dentro da temática da Festividade táctica, por isso haverá surpresas caminhando para essa direcção

os n€ que se fizerem neste jantar reverterão numa parte para manutenção dos instrumentos dos RoR Lisboa e em outra para a Casa de São Lázaro. 

Durante a tarde há também conversa para preparar uma acção pelo bairro e uma oficina de malabarismo. 


Evento no facebook

Monday, 7 May 2012

cinema lá em baixo + jantar vegetariano



cinema lá em baixo + jantar vegetariano
SHORTBUS (2006) de John Cameron Mitchell,
Terça (8 de maio) a partir das 20h 

O Coletivo Vaivem inaugura amanhã o ciclo de cinema Filmes com o Cio, na Casa de S. Lázaro.
Quem tem tusa pelo cinema, apareça.

Clica para veres o trailer

Piso Instável - residência artística (6 e 7 de maio)




Tudo é instável, e um piso é o que nos sustenta, abriga, e nos permite operacionalizar nas diversas realidades. Sabendo que toda a energia de construção/criação, nos fazem encontrar as de destruição, arriscamos habitar essas fronteiras. As acções geram reações, partilhar as nossas imaginações de futuro, é também colaborar com um nº infindáveis projecções de horizontes.

Propomos aqui agir em-com-junto e permanecer por dois dias no prédio ocupado na Rua São Lázaro 94, para nos aproximar das conversas do lugar. Acreditamos que podemos contribuir na amplificação desse ruído para cidade, e nos sentimos convocados a colocar os nossos corpos nessa fissura.

Transformar o segundo andar do edifício em uma residência artística é participar de nosso modo dessa resistência que se prolonga dentro e fora das paredes abandonadas em Lisboa. Aderimos ao acontecimento, dilatamos o convívio, e agimos no tempo de doar o nosso esforços à urgência desse presente.

Tudo é instável, e é essa chamada à accão que nos faz estar aqui.

Sunday, 6 May 2012

Mutirão da remodelação

Este domingo, dia 6 de Maio, a casa de São Lázaro reuniu muita gente para aprumar o espaço. As pinturas, arranjos, remodelações e arrumações hão-de continuar nos próximos dias e são tod*s convidad*s. Ficam algumas fotografias do dia.













Saturday, 5 May 2012

de dia 5 a dia 9...


Bem-vind*s !


4º COMUNICADO DA ASSEMBLEIA DE SÃO LÁZARO 94


No dia de hoje, fomos confrontados com a divulgação de notícias em diversos meios de comunicação social sobre um problema de infiltrações de águas que afetou a ILGA – Centro LGBT, sediado no rés-do-chão do prédio na Rua de São Lázaro e ocupado no dia 25 de Abril.

Sobre este assunto, vimos prestar alguns esclarecimentos:

1. Nos dias de hoje, ontem e anteontem, alguns membros da ocupação de São Lázaro tiveram a oportunidade de realizar, junto de membros da ILGA, um levantamento da situação, a qual foi travada e emendada. Ainda ontem, um canalizador por nós contratado realizou uma vistoria junto do local, com o objectivo de resolver o problema e reparar os danos no mínimo de tempo possível. Uma infiltração é uma infiltração e não um camião cheio de galinhas a voar sobre as cabeças de jornalistas ávidos de porrada e mal-dizer. Tem uma solução técnica e viável.

2. Há dois tipos de infiltrações em São Lázaro 94. Uma, resultado da infiltração da água da chuva ao longo dos últimos anos (dez?), que afeta a ILGA na fachada nascente, constituindo a principal causa de danos estruturais num sector vertical que atravessa todos os pisos. Tal resulta de portadas e janelas permanentemente abertas ao longo de invernos a fio. Porque não foi isto remediado antes? Quando bastava apenas fechar portadas e alguns trabalhos de pouca monta, mas com benefícios óbvios a longo prazo, os quais decidimos fazer. O outro tipo de infiltração foi provocado pela saída de água de canalizações apodrecidas. Esta situação foi de imediato travada pelo corte de água no ramal de rua pela EPAL. Neste momento, a solução técnica reside no corte da entrada de água na rede apodrecida do prédio; na permissão do fluxo no ramal recente que abastece a ILGA; e no pedido de reabertura à EPAL.

3. Na segunda-feira, encontra-se prevista uma vistoria e peritagem técnica à estrutura do edifício por um profissional, por nossa conta, da qual resultará um relatório independente que nos servirá a todos para falar com propriedade do estado do prédio. Teremos em conta as anteriores vistorias realizadas.

4. As casas não apodrecem por estarem ocupadas, mas sim por estarem abandonadas. Não se nega o facto da ocupação de São Lázaro 94 ter provocado percalços temporários no espaço da ILGA, nomeadamente no que se refere à infiltração, que lamentamos e que nos aprontámos a resolver. Porém, foi a sua ocupação que produziu melhorias significativas e, sobretudo, a perspectiva de uma reabilitação de todo o imóvel.